As emoções nos governam. Não as subestime, elas alteram tanto nosso comportamento quanto nossas funções fisiológicas e tanto podem nos curar quanto nos adoecer.

Já dizia minha avó “Quem canta seus males espanta”.

Muitos anos depois compreendi que errada ela não estava. Claro que não é uma receita de bolo para as soluções dos nossos problemas, mas já diziam os chineses: Um coração alegre faz tão bem quanto remédios. E não subestime a verdade nesses provérbios, é cientificamente comprovado que emoções boas e ruins liberam diferentes grupos de hormônios que têm diferentes reações em nosso corpo.

A dopamina, por exemplo, hormônio do prazer, é liberada, claro, quando fazemos algo confortável, que nos agrada, e é comprovadamente ligada à melhor recuperação de doenças.

Da mesma forma, emoções como a raiva liberam hormônios que não são malignos por si, mas que, diferentemente da dopamina, nos fazem mal quando constantes em nosso sistema.

Mas o que é a raiva?

A raiva é um sentimento de desconforto. Uma emoção que nos diz que algo precisa mudar.

Para a medicina chinesa a raiva é a energia motriz que destrói o velho para dar espaço para o novo. Velho, aqui, sendo algo que precisa mudar, algo que te incomodou já por tempo suficiente.

Ou seja, a raiva não é uma emoção ruim, ela é transformadora. O “velho” se refere à raiva guardada.

Já dizia Buda: Guardar raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém. É você que se queima.

Mas a raiva é um sentimento inerente ao ser humano e necessário. Não fosse ela, seríamos inertes ao que nos incomoda e nada mudaria, nos tornando pessoas apenas tristes.

No vídeo a seguir, Klaus Dettweiler (professor de medicina chinesa pela Escola Nacional de Acupuntura) fala brevemente, mas com muita propriedade, sobre a raiva.

No vídeo ele nos faz entender esse sentimento para que, além de o compreender, saibamos como lidar com ele e como usá-lo de forma produtiva, bem como remediar (com tratamentos e uso de ervas medicinais).

“A raiva é um veneno que bebemos esperando que outros morram” – Shakespeare

Fique bem.

Gandalf

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